ROMÊNIA – conheça mais sobre a terra do Conde Drácula

Se você acha que na Romênia só tem vampiros e castelos, chegou a hora de aprender muitas outras coisas fascinantes sobre esse país

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Tão distante de nós, a Romênia está localizada no leste europeu e serve de lar para cerca de 20 milhões de pessoas. Com uma história riquíssima para contar, o território abriga sete patrimônios mundiais eleitos pela UNESCO. Tanta riqueza já rendeu ao país – e principalmente à sua capital, Bucareste – títulos que o colocaram como um dos melhores destinos a serem visitados.

Aqui no Mega Curioso, a Romênia já ganhou destaque por seu cemitério feliz – marcado pelas lápides coloridas – e pela Transilvânia – região que atrai turistas do mundo todo por causa do famoso Conde Drácula. De fato, quando pensamos na Romênia, as primeiras coisas que costumam vir à mente são as histórias de vampiros e os misteriosos castelos.

Mas agora chegou a hora de conhecer muito mais desse país único e aprender sobre sua história, língua, cultura e culinária. Não perca!

Um pouco de tudo

Por sua localização geográfica e evolução histórica, hoje a Romênia é um país que esbanja uma cultura fascinante. Basicamente, o território reúne características da Europa Central, do Leste Europeu e do Bálcãs em uma combinação única.

O que mais chama a atenção de todos que passam pelo país são as fortes tradições folclóricas que sobreviveram até hoje graças às comunidades romenas rurais que sustentaram suas práticas por tantos anos. Tais tradições se alimentam de várias fontes, sendo que algumas delas remontam à ocupação romana, que aconteceu por volta do ano 100 e incluem gravação em madeira, cerâmica, bordados, danças e uma grande variedade de músicas.

A história do país

Reprodução/Wikimedia Commons

Evolução do território da Romênia de 1859 a 2010.

Durante muito tempo, a população romena se viu dividida em três principados distintos (Valáquia, Moldávia e Transilvânia) que responderam a diferentes impérios ao longo da História. Apesar da hostilidade e da oposição que os romenos sofriam por parte de seus poderosos vizinhos, eles conseguiram esboçar uma unidade nacional em 1859, em um processo que só se completou em 1918.

Foi apenas com o final da Primeira Guerra Mundial que o sonho de unificação dos romenos se tornou realidade. As duas décadas seguintes trouxeram avanços econômicos, políticos e culturais, mas que logo foram interrompidos com o início da Segunda Guerra, quando o país perdeu um terço de seu território e de sua população.

Com o fim da guerra, a Romênia foi ocupada pela União Soviética e instaurou-se o regime comunista. A partir de 1967, Nicolae Ceau?escu assumiu o poder com um governo ditatorial e totalitário. Diante de tamanha opressão, a população organizou uma revolta que ficou conhecida como a Revolução Romena de 1989. A partir daí, os romenos começaram a escrever uma nova história para seu país. Eleições ocorreram em 1990 e 1992 e uma nova constituição foi adotada em 1991 – acontecimentos que apontavam para o fim do regime comunista. Em 2007, a Romênia passou a fazer parte da União Europeia.

Rica gastronomia

Reprodução/Bucataresele Vesele

Tocanita é um prato tradicionalmente romeno.

Assim como a história da Romênia está diretamente ligada à história de outros países da região, sua culinária passou por um processo semelhante, que resultou em uma gastronomia diversificada. Dos romanos, permaneceu apenas uma torta chamada de placinta. Já os turcos trouxeram os bolinhos de carne que podem ser fritos (mititei) ou virem junto com uma sopa (ciorba). Os gregos trouxeram amusaca, enquanto os búlgaros emprestaram alguns pratos com vegetais, como azacusca, e a lista de influências não para por aí.

O único prato tradicionalmente romeno é a tocanita, que é basicamente um refogado de carne com batatas. Ao lado dele, a mamaliga – que é parecida com a nossa polenta – foi considerada por muito tempo como uma opção de pessoas menos abastadas e voltou a ser apreciada e bastante consumida recentemente. O porco é a carne mais usada na culinária romena, dividindo espaço com carne de boi, cordeiro e peixe. Para adoçar a vida, os romanos comem cozonac, que é um pão doce tradicional que costuma ser consumido em datas comemorativas.

Embora os romenos não sejam grandes beberrões (e beber em público seja ilegal!), eles merecem destaque pela tradição na produção de vinhos – o que lhes rende o nono lugar entre os principais vinicultores do mundo. Além do vinho, a cerveja é bastante apreciada pelos romenos, que preferem as claras do tipo pilsner. O país também é o segundo maior produtor de ameixas do mundo.

Unu, doi, trei…

Shutterstock - Radu Bercan

Banco Nacional da Romênia.

A língua romena tem 1.700 anos e é falada por mais de 25 milhões de pessoas atualmente. Apesar da distância geográfica, o romeno é um idioma mais parecido com o português do que se pode imaginar. Se você conferiu o nosso artigo sobre onome das cores, já sabe que existe a família das línguas românicas, da qual o português e o romeno fazem parte (junto com o italiano, o francês e o espanhol).

Todos esses idiomas derivam do latim, o que significa que eles guardam muitas similaridades e são relativamente simples de serem compreendidos por pessoas que já falam algum dos idiomas dessa família. Reforçando sua herança latina, a palavra “Romênia” vem do latim “Romanus”, um legado que os romanos deixaram quando conquistaram a região no ano 106.

Mais curiosidades

Shutterstock - ncristian

Palácio do Parlamento, na Romênia.

  • O Palácio do Parlamento, localizado em Bucareste, tem 350 mil metros quadrados, é o maior edifício da Europa e o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o Pentágono;
  • Na cidade de Brasov, na Transilvânia, está localizada a maior igreja gótica que existe entre Viena e Istambul;
  • Johnny Weissmuller, o ator que interpretou o protagonista da versão original de Tarzan para o cinema, nasceu em Timisoara, na Romênia;
  • Essa mesma cidade (Timisoara) foi a primeira da Europa a ter postes de luz elétricos instalados nas ruas em 1889;
  • O médico romeno Nicolae Paulescu foi responsável pela descoberta da insulina;
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  • A música que você confere no vídeo acima ganhou uma versão que ficou conhecida no Brasil. Porém, originalmente ela se chama “Dragostea Din Tei” e foi gravada pelo grupo moldavo O-Zone, que canta em romeno;
  • A moeda da Romênia se chama “leu romeno”, sendo que o plural é “lei”. Em 2011, a nota de 10-bani que circulou durante a Primeira Guerra Mundial foi eleita a menor nota do mundo, medindo 2,7 por 3,8 centímetros;
  • As montanhas dos Cárpatos, que cobrem parte do território romeno, formam a maior floresta preservada da Europa. A região abriga 400 espécies únicas de mamíferos e serve de lar para 60% da população de ursos-europeus;

ShutterstockO Castelo de Bran ficou famoso por causa do Conde Drácula.

  • A Romênia é a terra dos castelos, tendo mais de 190 construções tradicionais espalhadas em seu território. O Castelo de Bran, que foi o destino que o autor irlandês Bram Stoker escolheu para o ilustre Conde Drácula, fica na Transilvânia e atualmente é conhecido como Castelo do Drácula;
  • Na Transilvânia também fica o maior museu de sal do mundo. Ele se encontra junto da salina Turda, que foi criada no século 17, e permite que os turistas desçam mais de 120 metros para conferir a história da salina;
  • A segunda maior caverna de gelo (em volume) do mundo também fica na Transilvânia. A formação tem 3.500 anos e permite a visitação do público para admirar suas impressionantes estalagmites de seis metros de altura;

Um exemplo de martisor.

  • Os romenos celebram o início da primavera no dia 1º de março seguindo uma tradição romana. Durante as festividades, os homens mostram sua admiração, amizade e respeito pelas mulheres de sua família e amigas presenteando com um martisor, que é um pequeno laço branco e vermelho. O branco representa a honestidade e o vermelho simboliza o amor.
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